< xix, Portugal

Abel (Acácio de Almeida) Botelho (1855-1917)

Romancista, dramaturgo, cronista, académico e diplomata, Abel Botelho fez carreira no Estado-Maior do Exército, foi deputado, Inspector das Belas-Artes, senador e ministro de Portugal na Argentina, país onde veio a falecer. Como cronista, colaborou nos periódicos Boémia Nova, O Século, O Dia, Diário da Manhã, O Ocidente, Revista Literária do Porto, Revista Moderna e O Repórter, de que foi director. Destacou-se como autor de romances de crítica social, aplicando a estética realista-naturalista de Émile Zola, mas aproximando-se da sensibilidade decadentista pelo comprazimento quase mórbido na denúncia dos vícios morais e das hipocrisias sociais. Merecem destaque os romances que constituem a série que denominou Patologia Social (designação que, em si mesma, denota a perspectiva de análise patológica dos costumes adoptada pelo autor): O Barão de Lavos, O Livro de Alda, Amanhã, Fatal Dilema e Próspero Fortuna, onde retratou situações de extrema degradação moral e social.