< xix, Portugal

Alberto (Augusto de Almeida) Pimentel (1849-1925)

Célebre publicista portuense, foi professor e fez carreira na função pública como Inspector das Escolas Primárias, Administrador do Concelho de Portalegre, redactor da Câmara dos Pares e deputado pelo Partido Regenerador. Cultivou quase todos os géneros literários, da poesia lírica, com Rosas Brancas, seu livro de estreia (1868), à poesia patriótica, com Lira Cívica (1868), e ao poema herói-cómico, com A Pena de Talião (1913); do romance histórico, com O Arco de Vandoma (1916), ao conto, com Contos ao Correr da Pena (1869); da crítica e teorização literária, parte dela reunida em Nervosos, Linfáticos e Sanguíneos (1872) e A Musa das Revoluções. Memória sobre a Poesia Popular Portuguesa nos Acontecimentos Políticos (1885), aos estudos biográficos, nomeadamente sobre Camilo Castelo Branco, de quem era admirador e amigo. Notabilizou-se como folhetinista, discorrendo sobre os assuntos mais diversos e revelando uma certa erudição literária e mundana. Parte desses folhetins deu origem aos volumes O Porto por Fora e por Dentro (1873), Através do Passado (1888), O Porto de Há Trinta Anos (1893) e Homens e Datas (s/d). Ao longo da sua longa carreira literária, colaborou em vários periódicos, como A Esperança (onde publicou desde cedo poesia e artigos de crítica, em favor de uma poética que conciliasse o idealismo de Lamartine com o panfletarismo de Vítor Hugo), Mocidade, A Folha, O Primeiro de Janeiro, Diário Ilustrado e Novidades.