< xix, Portugal

(António José da) Silva Pinto (1848-1911)

Crítico literário, ensaísta, dramaturgo e romancista da segunda metade do século XIX, foi um dos principais doutrinadores do Realismo-Naturalismo, privilegiando a estética de Balzac, de cuja obra foi tradutor e grande admirador, e a crítica de Gustavo Planche. Depois de uma passagem pelo Colégio de jesuítas de Campolide, começou a trabalhar como ajudante de despachante de alfândega. A partir de 1872, dedicou-se ao jornalismo, estreando-se como colaborador no jornal O Trabalho e fundando, juntamente com Jaime Magalhães Lima, Gomes Leal, Guilherme de Azevedo e Luciano Cordeiro, a revista literária O Espectro de Juvenal. Ao longo da sua vida, deixaria uma vasta colaboração dispersa por periódicos como O Ocidente, Jornal da Tarde, A Actualidade, A Voz do Povo, Revista do Norte e Revista Literária, parte da qual seria posteriormente recolhida nos três volumes dos Combates e Críticas. Em Espanha, combateu ao lado dos republicanos contra os carlistas. Depois de uma estada de dois anos no Brasil, regressou a Portugal. Em 1887, recolheu os poemas de Cesário Verde, organizando a edição do seu Livro póstumo, que prefaciou e anotou. A partir de 1889, dedicou cada vez mais a sua atenção à obra de Camilo Castelo Branco, publicando a correspondência mantida com o escritor.

 
 
 
 
 
 
 

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