< xix, Portugal

(António) Cândido de Figueiredo (1846-1925)

Depois do curso de Teologia no Seminário Episcopal de Viseu, licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu advocacia em Lisboa, foi professor de liceu e desempenhou cargos de funcionário superior no Ministério da Justiça e noutros sectores da Administração Pública e do Governo, incluindo o de secretário particular de Bernardino Machado. Em 1876, fundou, com Luciano Cordeiro, a Sociedade de Geografia. No domínio literário, destacou-se sobretudo como filólogo. Foi sócio da Academia Brasileira de Letras, da Real Academia Espanhola, presidente da Academia das Ciências de Lisboa e secretário da Associação de Jornalistas e Escritores Portugueses. Em 1911, integrou, com Carolina Michaëlis de Vasconcelos, Leite de Vasconcelos, Gonçalves Viana e José Joaquim Nunes, a comissão encarregue da reforma ortográfica. Traduziu autores como Chateaubriand, Alphonse Daudet e Maeterlinck. Colaborou em publicações como O Panorama, A Grinalda, A Folha, O Cenáculo, A Harpa, Revista de Portugal, Ocidente, O Repórter e Diário de Notícias. A sua produção poética, espalhada por esses periódicos, bem como representada nas obras Quadros Cambiantes (1867), Um Anjo Mártir (1868), Tasso (1870), Parietárias (1870), O Poema da Miséria (1874), Nictagínias (1883), Crisântemos (1896), Peregrinações (1908), revela afinidades com o Parnasianismo, coadunando-se com a poética autotélica, individual, amorosa e idealista tantas vezes defendida pelo autor num considerável conjunto de fragmentos teóricos distribuídos por artigos e prefácios e pelos volumes de crítica Pirilampos (1868), Homens e Letras (1881) e Figuras Literárias (1906).